Pelo Ar
Valeria Bursztein, de São Paulo
Depois de uma década de atuação no segmento marítimo, neste ano a Cargo World deu início a um novo projeto: consolidar sua presença também no setor aéreo. “Começamos em maio e estamos evoluindo em um ritmo mais intenso do que prevíamos, inclusive com superação de expectativas”, afirma o gerente de Vendas da empresa, Arnaldo Naves Lima.
Especializada no agenciamento de cargas marítimas, a Cargo World está entre os líderes no trade Ásia–Brasil, com projeção de 35 mil embarques neste ano e de 85 mil até 2014. Nesse volume, a relação entre exportação e importação é de, respectivamente, 10% e 95%.
“As compras internacionais estão muito fortes. Neste momento, de alta temporada, estamos com dificuldades para encontrar espaços nos navios no trade China–Brasil”, informa Lima. “Temos trabalhado muito a parte de conscientização dos clientes para que planejem suas demandas. Por exemplo, empresas que no final do ano dependem de mercadorias precisam já estruturar uma regularidade de transportes. Se não o fizerem, correm o risco de ficarem na fila”, alerta.
A entrada no aéreo corrobora a tendência nacional de tirar proveito da fraqueza do dólar em relação ao real. “Sentimos uma forte atividade no modal aéreo. É realmente surpreendente. Quando começamos, em maio deste ano, tínhamos a expectativa de que cada um dos funcionários dedicados fizesse um ou dois processos de frete aéreo. Agora estamos revendo esse objetivo para sete embarques por funcionário. Nossa base do Rio de Janeiro também funciona acima do programado”, diz o gerente de Vendas da Cargo World.
Novas Frentes
Além de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Cargo World conta com bases em Vitória (ES) e Recife (PE). Internacionalmente, a empresa tem representantes em praticamente todo o mundo, com forte atuação no Oriente Médio e na Ásia, com um sócio localizado na China. “A unidade chinesa capta carga de exportação para o Brasil e, no País, cuidamos da operação de clientes locais interessados na importação de produtos com origem chinesa”, explica Lima.
No início, a companhia tinha um foco definido no trade Brasil–China, mas, com o passar dos anos, a empresa evoluiu e passou a atuar em todo o mundo. “Temos essa preocupação de adequar a empresa à demanda do mercado. Hoje, além de termos a parceria para o modal aéreo, estamos trabalhando parcerias na parte rodoviária. Então, talvez, no futuro, possamos oferecer a solução completa ao mercado, seja port to door ou airport to door”.
O projeto não é investir em ativos, mas encontrar sinergias com potenciais parceiros. “Temos parceiros armadores e aéreos; agora, estamos estudando a formação de parcerias no modal rodoviário também”.
A empresa não tem intenção de enveredar nas operações de armazenagem. “Atuamos em embarque/desembarque e despacho aduaneiro, e é nessas áreas que tendemos a nos aprimorar ainda mais. Creio que o armazenamento exige um investimento muito alto, e hoje há muita oferta de armazéns alfandegados de empresas multinacionais. A relação entre custo e benefício não seria interessante”, conclui Lima.
Fonte: http://www.globalonline.net.br/main-content/full/pelo-ar




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